23/05/2010

Ferramentas e modelos de apoio à GQT (TQM)- I

Em uma empresa por mais que os processos sejam bem realizados, as pessoas têm que se dedicar a operá-los e melhorá-los. Existem várias ferramentas e modelos de apoio para as organizações implementarem a GQT (TQM) Gestão da Qualidade Total.

07 Ferramentas básicas

Diagrama de Pareto: é um tipo de gráfico de barras, na posição vertical. Ele permite visualizar a incidência de cada fator, e determinar a prioridade para resolver problemas. Montado a partir de Folhas de Verificação ou outro tipo de coleta de dados, é uma técnica gráfica simples para a classificação de itens desde os mais até os menos freqüentes. Ele é baseado no Princípio de Pareto, que declara que muitas vezes apenas alguns itens são responsáveis pela maior parte do efeito.

Diagrama de causa-efeito: também conhecido como diagrama espinha de peixe (pela forma) ou diagrama de Ishikawa (idealizador), é uma ferramenta básica que permite o mapeamento dos fatores principais e secundários que influenciam, negativamente ou positivamente, em um resultado. O diagrama de causa-efeito permite assim, que sejam sugeridas possíveis causas de um problema para que sejam posteriormente confrontadas com os dados coletados, deve-se então determinar o resultado ou efeito indesejado do processo que se deseja investigar. Os seis grupos de causas geralmente utilizados são os 6M’s: Método, Máquina, Medida, Meio ambiente, Mão-de-obra e Matéria-prima.

Histograma: pode ser aplicado quando se faz necessário o uso das ferramentas gerenciais, e tem como base a medição de dados. Permite visualizar dados numéricos, como temperatura, tempo, dimensional, etc. Desta maneira, pode-se estudar a saída de um processo em função de uma variável, e entender de que forma o processo se comporta. A variação do processo pode ser vista através de um histograma, bem como a sua média, e se o processo atende ou não a sua especificação. O histograma típico tem forma de uma curva superposta a um gráfico de barras.

Folha de verificação: Utilizada para coleta de dados, por meio de tabelas ou planilhas usadas para descrever os itens que podem aparecer em um processo, pertinentes a problemas, para o qual se deve verificar e assinalar a ocorrência ou não. Existem vários tipos de folhas de verificação, esta pode ser elaborada de acordo com a necessidade do momento e do processo em questão. Algumas, como por exemplo para verificação de um item de controle de um processo produtivo, podem conduzir diretamente à formação de um histograma, ou mesmo de um gráfico de controle.

Gráfico de dispersão: utilizado para estudar a possibilidade de relação entre duas variáveis ou relação de causa e efeito. É possível estabelecer se uma relação entre as causas existe e em que intensidade.

Fluxograma: é uma ferramenta bastante útil onde se representa as unidades de trabalho de um órgão ou empresa, a situação de relacionamento entre elas, e as tarefas realizadas por essas unidades. Quando bem aplicado, permite conhecer a seqüência das atividades (fluxo), detectar rapidamente as atividades críticas para o processo e o entendimento claro e rápido do processo.

Cartas de controle: evidenciam causas especiais de variação quando elas aparecem, e refletem a extensão da variação de causas comuns que devem ser reduzidas com a melhoria do processo. É um tipo de gráfico comumente utilizado para o acompanhamento durante o processo determina uma faixa chamada de tolerância limitada pela linha superior (limite superior de controle) e uma linha inferior (limite inferior de controle) e uma linha média do processo, que foram estatisticamente determinadas. As cartas de controle são o processo mais usual para monitorar um processo. Estas são construídas baseadas num histórico do processo, em controle, e possibilitam a supervisão do sistema. Por amostragens ao longo do tempo, obtêm-se conjuntos de dados, e calculam-se as estatísticas, (média, amplitude , variância), que são confrontadas com os limites das cartas.

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